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12.04.2009

OC Extra: Alex Flemming


Confira a entrevista com o Artista Plástico brasileiro Alex Flemming. Site oficial aqui.

Um acontecimento na sociedade influi diretamente na sua obra ou leva algum tempo para surtir efeito?
Eu acredito que todos os acontecimentos a que estamos sujeitos influenciam em nossas vidas. Para o artista arte é vida e claramente estaremos atingidos pelas questões exteriores. Isso não quer dizer que eu faça trabalhos espontâneos sobre fatos históricos. Todos meus trabalhos levaram algum tempo (isto é, alguns poucos anos) de reflexão antes de serem produzidos, desde o trabalho "Natureza Morta" contra a tortura no Brasil até meus "Flying Carpets" sobre o 11 de Setembro de NY.

Seu trabalho sempre foi global, mesclando culturas e antecipando a globalização dos anos 90 em sua arte. Tem consciência disso?
Acho importante o artista produzir, sem ter "por demais" consciência do que faz. Acho importante a emoção não trabalhada, não por demais "polida".

Novas ferramentas tecnológicas, softwares, equipamentos... ajudaram em sua criação?
Sem dúvida. Como já disse Flusser, o fotógrafo fotografa de acordo com o que a câmera propõe ou permite.

Você é um auto-ditada. Hoje qualquer caminho de formação acaba em alguma faculdade ou instituição de ensino. Porque títulos têm maior peso hoje?
Eu, ao contrário, acredito que os títulos têm cada vez menos valor... pelo menos para mim e para os da minha tribo.

Cada vez mais trabalhos de qualidade duvidosa têm sido super valorizados, alcançando valores altos em leilões. A arte virou uma grife? Os críticos de arte perderam seu poder de selecionar e indicar bons trabalhos?
A crítica de arte tem derrapado muitas vezes ao permitir que valores de marketing planejado influenciem na apreciação e avaliação de obras de arte. Eu acredito, porém que o tempo separe o joio do trigo, e todo o marketing será um dia em vão.

Lentamente a arte de rua está entrando nos museus tradicionais. Seria essa a última barreira a transpor da arte marginal?
Sempre haverá alguma arte marginal, alguma arte não reconhecida. Isso é da natureza humana e da natureza da arte em si.

Check out the interview with a Brazilian artist Alex Flemming. Official site here.

An event in society directly influenced his work or take some time to bear fruit?
I believe that all events that are subject to influence in our lives. For the artist's life and art will be clearly affected by external issues. This does not mean I do spontaneous work on historical facts. All my work took some time (ie few years) for consideration before being produced from the work "Still Life" against torture in Brazil to my "Flying Carpets" on September 11 of NY.

His work has always been global, merging cultures and anticipating the globalization of 90 years in his art. Do you realize that?
It's important to the artist to produce, without having "too" aware of what it does. It's important to emotion does not work, too "polite".

New technology tools, software, equipment... helped in its creation?
Absolutely. As I said Flusser, the photographer photographing according to what the camera brings or permits.

You are a self-taught. Today any way training has in some college or educational institution. Because bonds have greater weight today?
I, on the contrary, I believe that the securities are increasingly value... at least for me and my tribe.

Increasingly work of dubious quality have been prized, reaching high values in auctions. Art has become a brand? Art critics have lost their power to select and indicate good works?
Art criticism is often skidded to allow values of planned marketing influence in the assessment and evaluation of works of art. I believe, however, that the time separating the wheat from the chaff, and all the marketing will be a day in vain.

Slowly the street art is entering the traditional museums. Could this be the last barrier to cross the marginal art?
There will always be some marginal art, some art is not recognized. That is human nature and the nature of art itself.

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11.21.2009

OC Extra: Edifício Louveira


Projeto de Vilanova Artigas.
Texto do arquiteto Fabio Frutuoso. Confira seu site aqui.
Fotos de Gustavo Moreira e Leo Ferreira.

Boa arquitetura não precisa de genialidade: basta inteligência e bom senso. Assim é o projeto desse belíssimo edifício localizado em Higienópolis, em São Paulo. Dois ótimos apartamentos por andar, separados pela caixa de elevador e escada, tem toda a área de estar e quartos voltada para um mesmo lado, com janelas generosas que garantem não só uma fachada regular como luz natural abundante para os apartamentos, e tem áreas de serviço e banheiros todas voltadas para o lado oposto configurando uma segunda fachada.

O edifício está solto do chão, elevado sobre pilotis, com o piso térreo liberado para as pequenas portarias de acesso e para um grande jardim que traz para dentro das áreas comuns do prédio a praça Vila Boim, localizada bem em frente. A vegetação torna-se uma agradável vista para as janelas dos apartamentos enquanto, junto com as rampas de acesso, amarra os dois blocos do edifício, dando unidade ao conjunto.

Esse tratamento do térreo como extensão do espaço público, em que a linha divisória do lote é imaginária e invisível é, sem dúvida, uma manifestação do arquiteto Vilanova Artigas, autor do projeto, em favor de que a boa arquitetura esteja ao alcance de todos. Se cada edifício qualificasse minimamente seu entorno imediato, muito rapidamente, teríamos uma cidade transformada. No entanto, construtoras e incorporadoras vem se esforçando para transformar boa arquitetura em item de luxo, supervalorizando projetos de arquitetos de grife, reafirmando a cultura de que projeto de arquitetura é para poucos e que arquitetura boa é aquela que se destaca na paisagem e não a que se integra a ela.

A cada projeto de edifício cercado, murado, a vida de São Paulo como cidade morre um pouco e a vida de seus cidadãos se restringe cada vez mais a espaços fechados, vigiados, (ditos) seguros. E não contraponho São Paulo a uma idéia de cidade irreal, fantasiosa, sem muros, mas a uma idéia de cidade real, possível, viva e qualificada, com galerias comerciais e de serviços, praças e jardins no lugar de piscinas, salas de ginástica e salões de festa inúteis de condomínios. Basta olhar os térreos dos edifícios de Buenos Aires e notar a diferença. Ou olhar para esse edifício Louveira e imaginar tudo que São Paulo poderia ser. Ou nada.

Project by Vilanova Artigas.
Text by architect Fabio Frutuoso. Check out their site here.
Photos by Gustavo Moreira and Leo Ferreira.

Good architecture does not require genius: just intelligence and common sense. So is the beautiful design of this building located in Higienópolis in Sao Paulo. Two great apartments per floor, separated by the standard lift and stairs, you are sitting area and bedrooms facing the same side, with generous windows that not only guarantees a regular facade as abundant natural light to the apartments, and has areas of service and bathrooms all to the opposite setting up a second front.

The building is loose from the ground, elevated on stilts, with the floor cleared for small orders and access to a large garden that brings in the common areas of the building square Vila Boim, located right in front. The vegetation becomes a pleasant view of the apartment windows while, along with ramps, tie the two building blocks, giving the whole unit.

This treatment of the ground floor as an extension of public space, where the dividing line of the lot is imaginary and invisible is undoubtedly a manifestation of the architect Vilanova Artigas, author of the bill in favor of good architecture is available to everyone. If each building minimally qualify its immediate surroundings, very quickly, we would have a city transformed. However, builders and has been struggling to make good architecture luxury item, overvaluing projects architects designer, reaffirming that the cultivation of architectural design is for a few and that good architecture is one that stands out in the landscape and not which is part of it.

Every building project enclosed, walled, the life of São Paulo as the city dies a little and the lives of its citizens is increasingly restricted to enclosed, guarded, (such) insurance. And it balances this São Paulo to the idea of city unreal, unrealistic, with no walls, but the idea of a real city, possible living and skilled workforce, with stores and services, parks and gardens instead of swimming pools, gyms and ballrooms useless condominiums. Just look at the ground floors of buildings in Buenos Aires and notice the difference. Or look at this building Louveira and imagine all that São Paulo could be. Or nothing.

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11.20.2009

OC Extra: Henrique Oliveira


Confira abaixo a entrevista com o artista Henrique Oliveira.
Fotos retiradas do seu site pessoal. Mais aqui.

Seu trabalho parece ser essencialmente urbano, com referências nos barracos construídos em torno da cidade e nas obras não concluídas. Parece algo provisório que terá um fim próximo. A cidade é uma referência então?

A cidade é a pele do meu trabalho, mas a forma pode vir também de outras referências, da natureza e da arte.
Alguns dos meus trabalhos mais arredondados apresentam volumes característicos da consistência intumescida dos líquidos retidos. Eles podem ser interpretados tanto como uma pressão da ocupação urbana, quanta como regeneração da natureza frente às tentativas de controle desta por parte do ser humano. O uso que faço do material permite essa ambigüidade, a mesma aparência rústica pode significar tanto cascas de árvores como degradação ambiental ou social.
A referência aos barracos está apenas no aspecto visual. Ao contrário dos penetráveis do Hélio Oiticica, por exemplo, onde o acabamento perfeito não tinha nenhuma relação com a aparência das favelas, ficando o foco do trabalho na estrutura de vivência da organização interna destas comunidades, no meu caso a favela é tomada como um aspecto visual da paisagem urbana. É apenas sua superfície que tomo emprestado, pois ao contrário de Oiticica, que viveu a favela por dentro, numa época em que a vida nestes locais era relativamente menos conflituosa, a minha realidade hoje só permite que eu a experimente do lado de fora.
Em outros dos meus trabalhos com madeira, onde há uma vontade pictórica mais explícita, parto de pequenas texturas de tinta a óleo, ampliando-as em grandes relevos escultóricos. São trabalhos onde três noções de pintura se sobrepõem em uma única imagem: O relevo escultórico da textura e do gesto ampliados no espaço arquitetônico; a superfície composta por lascas que sugerem uma segunda instância gestual; e finalmente a cor, que é aplicada como um filtro cromático, mudando os matizes sem alterar os acidentes naturais do material.
A idéia de algo provisório, das ruas, está ligada à concepção dos Tapumes como obras feitas para exposições temporárias. Há um pouco de um desejo de dar visibilidade a um anteparo cuja função é impedir a visão (tapume ver do verbo tapar), transformando-o na forma artística da visão por excelência, a pintura.

Você já teve alguma experiência em intervenção pública já que utiliza madeira em seu trabalho e ela pode ser vista em vários pontos da cidade?

No momento estou com um trabalho na rua, na fachada de um sobrado desocupado. A obra faz parte da Bienal do MERCOSUL e é o primeiro trabalho que faço em um local público a céu aberto. Foi um convite feito pelo curador Artur Lescher para integrar o segmento "Texto Público", com propostas de obras feitas na cidade, o que veio de encontro a um antigo desejo que eu tinha de levar meus tapumes de volta pra rua.

Existe a utilização de materiais usados em sua obra, após a conclusão e mostra é possível uma segunda utilização? Se sim, existe então uma ligação entre as obras ou você não enxerga dessa maneira?

Sempre reutilizei o material, mas com exposições em lugares cada vez mais distantes do meu ateliê, tem sido inviável transportá-lo de volta pra São Paulo.
Quando escrevi minha dissertação de mestrado, falei sobre a possibilidade de se ver a série Tapumes como um conjunto de obras distintas que só ocorrem uma vez e não se repetem mais, ou como uma matéria itinerante capaz de assumir diferentes formas na medida em que migra e se acomoda a diferentes espaços.

Qual o cuidado necessário em obras fixas (que não foram desmontadas) suas? Existe um tempo de vida?

É muito difícil que algum lugar opte em manter uma instalação de forma permanente, até mesmo porque a maioria dos locais onde exponho são destinado às exposições temporárias.
O mais próximo que cheguei disto foi com uma instalação feita na galeria Baró Cruz no início de 2008 e que ainda permanece lá. Até o momento ela não apresentou nenhum problema.
Também tenho feito peças transportáveis no meu ateliê, mas aí a técnica de produção é um pouco diferente. Há mais camadas de madeira que, além de grampeadas, são também coladas umas às outras.

Below the interview with the artist Henrique Oliveira.
Photos taken from his personal site. More here.

Your work seems to be mainly urban, with references in shacks built around the city and work in progress. It seems something temporary that will end next. The city is a reference then?

The city is the skin of my work, but the form can come from other references, the nature and art.
Some of my work volumes have more rounded features of the consistency of liquid retained swollen. They can be interpreted either as a pressure of urban occupation, much as the restoration of nature in the face of attempts to control this part of being human. My use of the material allows this ambiguity, the same rustic look can mean so much bark as environmental degradation or social.
The reference in the shacks is just the visual aspect. Unlike the penetrable Oiticica, for example, where the perfect finish had nothing to do with the appearance of slums, leaving the focus of the work experience in the structure of the internal organization of these communities, in my case the slum is taken as one aspect visual urban landscape. It's just the surface I take borrowed, as opposed to Oiticica, who lived inside the slum, a time when life in these places was relatively less confrontational, my reality now only allows me to try outside.
In other of my works with wood, where there is a will more explicit pictorial, delivery of small textures of oil paint, expanding them into large sculptural reliefs. These are works where three notions paint overlap on a single image: relief sculpture of texture and gesture extended in architectural space, the surface consists of chips that suggest a second body gestures, and finally the color that is applied as a filter color, changing the hue without changing the natural hazards of the material.
The idea of something temporary, the streets, is linked to the design of fences as works made for temporary exhibitions. There is a bit of a desire to give visibility to a buffer whose function is to prevent the vision (see siding covering the verb), transforming it into an art form par excellence vision, painting.

Have you had any experience in public intervention because it uses wood in their work and it can be seen in various parts of the city?

I am currently working with one on the street in front of a house unoccupied. The work is part of the Biennale of MERCOSUR and is the first work I do in a public place open. It was an invitation from the custodian Artur Lescher to integrate the segment "Public Text," with proposals for works made in the city, which came against an old desire I had to take my fences back to the street.

There is the use of materials used in his work after completion and shows you can use a second? If yes, then there is a connection between the works or you do not see that way?

Where the material reused, but with exhibitions in places more distant from my studio, it has been impossible to transport it back to Sao Paulo.
When I wrote my dissertation, I explored the possibility to see the series fences as a set of different works that only occur once and not repeated again, as a matter or traveling can take different forms as it migrates and accommodates itself to different spaces.

What is the care needed in works fixed (which were not dismantled) yours? There is a time of life?

It is very difficult to choose somewhere to keep a facility permanently, even as most of the places where I expose are intended for temporary exhibitions.
The closest it came was with an installation in the gallery Baró Cruz in early 2008 and still remains there. By the time she presented no problems.
I also made transportable pieces in my studio, but then the production technique is a little different. There are more layers of wood, and stapled, are also glued together.

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11.19.2009

OC Extra: Rodrigo Silveira


Confira abaixo a entrevista com o designer Rodrigo Silveira.
O link para o site-loja aqui.

Onde se aprende mais, na faculdade ou marcenaria?

São duas coisas distintas, e que se complementam. A técnica que se aprende na vivência dentro de uma marcenaria não adianta de muita coisa se não se tem o conceito, que é aprendido na faculdade e com referências. Sem um olhar crítico, qualquer pessoa com uma boa técnica de marcenaria seria um bom designer, mas na prática vemos que não é bem assim.

Qual o caminho para a criação?

Tenho duas formas de trabalhar, uma é olhando o pedaço de madeira, eu vejo nele as possibilidades que tenho para um projeto e me adéquo. A outra é a partir da necessidade de um cliente ou de um conceito prévio. Resolvo todos os problemas em projeto para depois passar para a madeira e adequá-la ao projeto.

Quantas pessoas trabalham com você em um projeto, em média?

Por enquanto trabalho sozinho, desde projeto até execução.

Você utiliza apenas madeira em suas criações? Existe algum trabalho com outro material? Pensa em produzir algo assim?

No projeto ORodrigoQueFez, eu utilizo apenas madeira como matéria prima.... mas meu trabalho não se resume a ele. Como designer, experimento sempre materiais. Em mobiliário, uso principalmente madeira e metal, já em um trabalho experimental com jóias, tenho utilizado outros materiais, como metais preciosos, pedras e seda (é um trabalho que faço em conjunto com a designer Camila Lovisaro). Para o ano que vem, lançarei mais um site, com todos os outros objetos que produzo ou já produzi.

Na criação do banco #7 de Ipê Branco, você cita que o material foi retirado de um tronco de árvore que já estava caído. Como fica a questão ecológica em seus trabalhos? Como unir qualidade com respeito ambiental?

Os valores com os quais trabalho fogem de formas de construção tão "maciças" como o banco #7. Mas acredito em exceções. No caso dele, a árvore estava caída e a maior parte dela já podre. Conseguimos tirar um pedaço daquele tamanho do banco, e como é uma madeira muito difícil de trabalhar, e ainda por cima não tenho recursos de serraria (oficina que transforma um tronco de madeira em pedaços como pranchas, tabuas, ripas...) trabalhei em cima dela com o mínimo de cortes e ferramentas possíveis, tanto que, se você pensar no seu formato, ele é quase puro. De qualquer forma, ele é um banco que tem "vida" e as pessoas sentem isso... como ele, ainda estão por vir outros modelos trabalhados da mesma forma.
Hoje o designer que trabalha com madeira, é obrigado a respeitar sua fonte de recursos, trabalhando primeiro com madeira certificada (sem a certificação da madeira você não consegue exportar nenhuma peça), depois no meu caso, muitas vezes com madeira que não é utilizada pra outras finalidades (como indústria de móveis). Simplificando, eu pego muito resto de madeira dentro de marcenarias por aí, restos que iriam para o lixo, pelo seu tamanho e forma. Esses valores são essenciais para o meu trabalho. Tanto que na maioria dos meus bancos vêem-se formas simétricas e complementares. Assim nada, ou quase nada, vai pro lixo.

Você trabalha com o contato direto com consumidor. É a melhor forma de trabalho para um designer?

Não tomo isso como regra. No meu caso o trabalho direto com o consumidor foi uma forma de entrar no mercado e ganhar um valor que acho justo para mim, e na outra ponta, para o consumidor. Tendo a loja como revendedor, a margem de lucro deles é grande, então eu teria que baixar o meu valor para conseguir um preço acessível para o consumidor. Mas isso pode ser uma medida momentânea, acho que daqui pra frente isso tende a ficar melhor pro designer, pois as lojas dependem da criação deles. E, na medida em que formos mais reconhecidos como bons designers, principalmente fora do Brasil, isso deve mudar.

O design popular de grandes redes de varejo tem se deteriorado muito nos últimos tempos. É somente a falta de investimento em bons projetos por parte dos empresários ou vivemos uma fase menos sofisticada?

É difícil colocar a culpa em alguém... Tudo varia de acordo com o orçamento que temos para produção (que no caso de grandes lojas é reduzido mesmo). No caso de grandes redes, em minha opinião falta referência (de lojas parecidas fora do Brasil, por exemplo), e principalmente pioneirismo, em apostar em gente nova e com sede de inovar. Elas hoje estão reféns dos departamentos de marketing que ditam o que tem que ser feito. O grosso do investimento acaba indo para divulgação e não para o desenho, conseqüentemente falta qualidade... para o designer isso é muito ruim, mas para as redes, esse esquema tem se mostrado muito rentável.

Below the interview with the designer Rodrigo Silveira.
The link to the site-shop here.

Where to learn more in college or carpentry?

Are two different things, and that complement each other. The technique is learned through experience in a joinery does not help much at all if you do not have the concept, which is learned in college and with references. Without a critical eye, anyone with a good technique of joinery would be a good designer, but in practice we see that is not so.

What is the path to the creation?

I have two ways of working, one is looking at the piece of wood, I see in it the possibilities I have for a project and me to be appropriate. The other is the need of a client or a prior concept. I resolve all the problems in the design and then go to the wood and make it suitable to the project.

How many people work with you on a project, on average?

For now work alone, from design to implementation.

You use only wood in your creations? There is some work with other material? Think of producing something?

The project MadeByRodrigo, I use only wood as raw material.... but my work is not it. As a designer I always have material. On furniture, use mainly wood and metal, as in experimental work with jewelry, I have used other materials such as metals, precious stones and silk (it's a work I do in conjunction with the designer Camila Lovisaro). For next year, will send another site, with all other objects that produce or has ever produced.

In creating the database # 7 of Ipê Branco, you quote the material was taken from a tree trunk that had been dropped. How is the ecological question in their work? How to connect quality with respect for the environment?

The values I work with fleeing forms of construction as "massive" as the bank # 7. But I believe in exceptions. In his case, the tree had fallen and most of it already rotten. We got a piece of that bank size, and it is a very difficult wood to work, and moreover not afford sawmill (workshop that turns a wooden trunk pieces and boards, boards, slats worked...) on top of it with minimal cuts and tools possible, so that if you think on your format, it is almost pure. Anyway, it is a bank that has "life" and people feel it ... like him, are still ahead of other models worked the same way.
Today the designer who works with wood, is bound by its source of funds, working first with certified wood (without the certification of wood you can not export any number), then in my case, often with wood is not used pra other purposes (such as industry bodies). Simply put, I borrowed a lot of rest in a wooden joinery around, debris would go to waste, for its size and shape. These values are essential to my work. So much so that in most of my bank to see if forms symmetrical and complementary. So nothing or almost nothing, go to waste.

You work in direct contact with consumers. It is best to work for a designer?

I do not take this as a rule. In my case, working directly with the consumer was a way to enter the market and earn a fair value I think for me, and at the other end to the consumer. Since the store as a retailer, the profit margin of them is great, then I would have to lower my value to achieve an affordable price to the consumer. But this may be a momentary measure, I think from now on it tends to be better for the designer, because the stores depend on their creation.And as far as we are more recognized as good designers, especially outside of Brazil, this must change.

The popular design of large retail chains has deteriorated badly in recent times. It is only the lack of investment in good projects by entrepreneurs or live a less sophisticated stage?

It's hard to put the blame on someone... It varies with the budget we have for production (in the case of large stores is reduced even). For large networks, in my opinion no reference (like stores outside of Brazil for example), especially pioneer, betting on new people and thirst for innovation. They are now hostages of marketing departments that dictate what has to be done. The bulk of the investment falls to release and not for the design and consequently quality... for the designer that is very bad, but for the networks, this scheme has proved very profitable.

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11.18.2009

OC Extra: Auditório Ibirapuera

Photos by Pedro Kok

Por Oscar Niemeyer. Mais aqui.
Texto do arquiteto Fabio Frutuoso. Confira o site aqui.
Fotos de Pedro Kok. Confira o portifólio aqui e o site aqui.
Confira o site oficial do Auditório Ibirapuera aqui.

Um edifício pensado de fora para dentro tem como premissa básica que as inevitáveis concessões de projeto deverão sempre ser feitas em seu interior, preservando ao máximo o conceito original externo do edifício. No entanto, nessa idéia mora uma contradição muito séria: a de que seria possível que interior e exterior fossem pensados independentemente, sem maiores interferências, o que é irreal. Como resultado teremos sempre edifícios de grande apelo estético, muitas vezes isolados na cidade e emoldurados pela paisagem, monumentais, mas nem sempre com espaços internos adequados ao uso que se pretende deles.

Aqueles que já viveram ou trabalharam em algum edifício projetado por Oscar Niemeyer poderão confirmar a dura verdade de que esse processo de projeto gera quase sempre edifícios hostis para o uso freqüente das pessoas. De que outra forma explicar a sensível falta de condições de conforto térmico e acústico, a luz natural sempre insuficiente, janelas e pés direito super dimensionados, áreas expositivas insuficientes em museus, circulações e rampas excessivas? O edifício é projetado numa escala macro e o micro (humano) se ajusta como pode. A aparência externa não depende da coordenação interna dos espaços e suas necessidades.

O Auditório do Parque do Ibirapuera é uma obra ímpar de Oscar. Enquanto seus outros edifícios do parque têm planta livre, grandes panos de vidro, pé direito duplo e programa flexível (gerando todos os problemas de uso listados acima), o auditório não precisa de janelas, preservando-se a unidade de sua volumetria monolítica, cercado de vegetação que o destaca na paisagem, amarrado aos outros edifícios pela marquise e com o adequado desenvolvimento técnico de seu interior. Note que não é só a genialidade do arquiteto que está em jogo, mas o encontro de vários fatores favoráveis: seu processo de projeto monumentalista desenvolvendo um programa de necessidades pertinente num local apropriado a esse tipo de projeto.

Eis, portanto, uma obra madura de Oscar, aos 101 anos, repensada quase 50 anos após seu projeto original. Antes tarde que nunca! Um belo edifício, projetado sob medida para o uso que as pessoas farão dele. Bravo!

By Oscar Niemeyer. More here.
Text by architect Fabio Frutuoso. Check out the site here.
Photos by Pedro Kok. Check out the portfolio here and the site here.
Check out the official site of the Auditório Ibirapuera here.

A building thought from the outside has the basic premise that the inevitable concessions project should always be made in it, preserves the original concept site plan. However, this idea lives a very serious contradiction: that would be possible for interior and exterior were designed independently, without much interference, which is unreal. As a result of buildings will always have great aesthetic appeal, often isolated in the city and framed by the landscape, monumental, but not always with internal spaces suitable for intended use of them.

Those who have lived or worked in a building designed by Oscar Niemeyer can confirm the hard truth that the design process generates almost always hostile to building the frequent use of the people. How else to explain the perceived lack of thermal comfort and acoustics, natural light is always inadequate, windows and right foot super-sized display areas deficient in museums, corridors and ramps excessive? The building is designed on a macro scale and micro (human) as can fit. The external appearance does not depend on its internal spaces and their needs.

The Auditorium Ibirapuera Park is a unique work of Oscar. While his other buildings in the park are open plan, glass walls, double height and flexible program (generating all the usage issues listed above), the audience does not need windows, preserving the unity of its volumetric monolithic surrounded vegetation that stands in the landscape, tied to other buildings in the marquee and the appropriate technical development of its interior. Note that not only the genius of the architect is at stake, but the encounter of several favorable factors: the process of developing a monumental project program requirements relevant in an appropriate place for this type of project.

So this is a mature work of Oscar, aged 101, rethinking nearly 50 years after its original design. Better late than never! A beautiful building, custom-designed for the use people make of it. Bravo!

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11.17.2009

OC Extra: + Post | Gustavo Moreira

A ideia desse post é escolher os 3 preferidos de cada membro do blog. Dentre mais de 700 postagens as eleitas abaixo.

The idea of this post is to pick 3 favorites from each member of the blog. Among more than 700 posts the winners below.


O Rio Cinema na Suécia remete aos anos 60, um tempo que o mundo parecia ter mais charme e esperança. O uso constante de madeira, o minimalismo bem utilizado e os móveis torna meu projeto favorito dos últimos tempos. Mais aqui.

The Rio Cinema in Sweden refers to the 60's, a time when the world seemed to have more charm and hope. The constant use of wood, minimalism and used furniture and makes my favorite project of recent times. More here.



O Poster Dirt Po(or)ster é divertido, criativo e surpreende demais. E a mensagem final tem seu recado amargo, irônico, realista. Fantástico. Mais aqui.

Poster Dirt Po(or)ster is fun, creative and surprising too. And the final message is your message bitter, ironic, realistic. Fantastic. More here.


O projeto da Casa Box é inteligente, sofisticado, ideal. É possível enxergar a boa arquitetura sem esforço, com simplicidade e elegância. Admirável saber que é a casa dos funcionários de uma residência maior, que com certeza deve ser bem mais pobre, em outro sentido. Mais aqui.

The Casa Box project is intelligent, sophisticated, perfect. You can see good architecture effortlessly, with simplicity and elegance. Brave is knowing that the house staff of a larger residence that is sure to be a lot poorer, in another sense. More here.

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OC Extra: + Post | Leo Ferreira

A ideia desse post é escolher os 3 preferidos de cada membro do blog. Dentre mais de 700 postagens as eleitas de cada um abaixo.

The idea of this post is to pick 3 favorites from each member of the blog. Among more than 700 posts the winners below.


Meus preferidos começam e terminam na arte, do jeito que mais gosto. Os Stormtroopers e seu diário fotográfico virtual, incrível como o autor usou os bonecos e fatos do cotidiano para criar outra realidade. Mais aqui.

My preferences begin and end in the art, the way I like best. Stormtroopers and their daily photographic virtual amazing how the author used the figures and facts of everyday life to create another reality. More here.


Passo também pelo trabalho de Shirley-Ann Dick que transmitem de forma simples o contexto do que pode ser o mundo da arte, compreendendo e até deixando parecer simples todo o significado de arte e artista. Mais aqui.

Step also the work of Shirley-Ann Dick broadcasting simply the context of what may be the art world, understanding and making sound simple to the whole meaning of art and artist. More here.


Finalizando, a arte na arquitetura, afinal, não é sempre que nos deparamos com projetos tão perfeitos como essa casa em Cingapura. Mais aqui.

Lasty, the art in architecture, after all, is not where we come across projects as perfect as this house in Singapore. More here.

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11.16.2009

OC Extra: Gabriel Wickbold

Coleção Brasileiros / Brasileiros Collection

Iniciamos a semana especial com a entrevista do fotógrafo Gabriel Wickbold de São Paulo - Brasil.
Confira o portifólio aqui e a entrevista abaixo.

Suas fotos são obras de arte, com riqueza de elementos e conceitos. Você se considera apenas um fotógrafo?

Eu acho que eu sou mais artista do que fotógrafo. Minha formação em fotografia é muito pouca, nunca estudei ou fiz cursos, trabalho em estúdio tem dois anos, antes disso nunca tinha ligado um flash, aprendi na pratica.
Trabalhei com muitas linguagens, comecei escrevendo poesia, depois passei a compor musica, fui estudar canto, fiz faculdade de Rádio e TV, quis ser apresentador, enfim foi um caminho natural, mas que ao mesmo tempo foi extremamente responsável pela minha bagagem. Acho que o meu trabalho é uma síntese de tudo isso, erros e acertos como todo mundo tem na vida, mas o fundamental foi ter entrado de cabeça em tudo o que eu fiz.

Qual a quantidade de pessoas envolvidas em um trabalho, em média?

Três pessoas. Eu, meu assistente e um maquiador.

Qual é o equipamento/máquina dos sonhos?

Acho que adoraria ter vários equipamentos que hoje eu não tenho, mas acho importante ter a consciência de que a câmera é só uma ferramenta. Quando produzi minha primeira exposição da coleção Brasileiros, fotografei com uma Canon 20D e até hoje olho o material e não consigo acreditar que tinha usado aquela câmera, o diferencial foi o quanto me dediquei naquele projeto, o encontro com as pessoas, a conversa e a direção de pessoas que nunca tinham posado para uma foto.

Cite uma foto consagradada que você gosta.

Não sei. Eu vejo muito material o tempo todo, nunca fui muito disso, banda favorita, música favorita, sempre fiquei meio em cima do muro nessa hora.

***

We started the week with a special interview with the photographer Gabriel Wickbold of São Paulo - Brazil.
Check out the portfolio here and the interview below.

Your photos are works of art with a wealth of information and concepts. Do you consider yourself just a photographer?

I think I'm more artist than photographer. My background in photography is very little, never studied or did courses, studio work has two years before that had never turned a flash, I learned in practice.
I worked with many languages, started writing poetry, then I started composing music, then I was studying music, went to college for Radio and TV, wanted to be a presenter at last was a natural way, but at the same time was very responsible for my luggage. I think my work is a synthesis of all this trial and error as everyone has in life, but the key was entered headlong into everything I did.

How many people involved in work on average?

Three people, I, my assistant and a makeup artist.

What is the equipment / machine of dreams?

I would love to have several devices that I have today, but I think important to be aware that the camera is only a tool. When producing my first exposure of the Brasileiros Collection, photographed with a Canon 20D and still look at the material and I can not believe he had used that camera, the difference was how much I've been involved in that project, meeting with people, conversation and the direction of people who had never posed for a photo.

Look for a dedicated photo you like.

I do not know. I see a lot of stuff all the time, I was never very much, favorite band, favorite song, I was a little on the fence this time.

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11.15.2009

OC Extra: 1 Ano - 1 Year


Essa semana é especial para nós. Completamos 1 ano de existência. Para comemorar teremos posts somente no formato OC Extra ao longo da semana, com entrevistas, fotos, resenhas.. fique com a gente e confira mais aqui.

This week is special for us. We have completed 1 year of existence. To celebrate we will post only in the format OC Extra throughout the week, with interviews, photos, reviews.. stay with us and check out more here.

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